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dc.contributor.advisorCaetano, Ana-
dc.contributor.authorAlves, Ana C. da Costa Campos Lopes-
dc.date.accessioned2026-05-13T12:23:32Z-
dc.date.available2026-05-13T12:23:32Z-
dc.date.issued2025-04-17-
dc.date.submitted2025-11-
dc.identifier.citationAlves, A. C. da C. C. L. (2025). Tornar-se outra: Trajectórias de reconstrução identitária na viuvez fora do tempo [Tese de doutoramento, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/37247por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10071/37247-
dc.description.abstractEsta investigação analisa a viuvez fora do tempo como uma ruptura biográfica que desarticula o quotidiano, a identidade e as referências de continuidade, exigindo um processo complexo de reconstrução do "eu". Com base num desenho metodológico misto - um inquérito a 265 respondentes e entrevistas biográficas com 13 mulheres - o estudo examina simultaneamente as representações sociais da viúva e as trajectórias vividas desde o diagnóstico da doença ou, nos casos de morte súbita, desde a ruptura inesperada, até à recomposição identitária. A análise articula três planos interdependentes: o relacional, o narrativo e o performativo. Os dados mostram que a identidade de viúva não substitui a identidade conjugal anterior; reconfigura-se por sobreposição, a partir de uma recombinação de papéis, significados e pertenças. No plano relacional, reorganizam-se vínculos familiares e redes de suporte, emergindo tanto alianças inesperadas como afastamentos silenciosos. No plano narrativo, as entrevistadas reelaboram a história conjugal, integrando a descontinuidade e reinscrevendo o vínculo perdido na narrativa presente. No plano performativo, objectos como a aliança ou o apelido funcionam como dispositivos simbólicos onde se experimentam simultaneamente continuidade, ruptura e possibilidade de futuro. A reconstrução identitária é profundamente condicionada por desigualdades de género, vulnerabilidade económica, sobrecarga de cuidados e por uma dessincronização entre os sistemas de protecção social e os ciclos de vida das famílias enlutadas. A persistência de representações sociais cristalizadas - que associam a viúva à velhice, à passividade e ao luto perpétuo - evidencia um desfasamento marcante entre imaginário colectivo e experiências reais. O estudo conclui que a viuvez fora do tempo é um processo prolongado de sobreposição identitária, onde a perda se gere não pela extinção do vínculo, mas pela sua reconfiguração. Empiricamente, torna visível um fenómeno amplamente invisibilizado; metodologicamente, afirma a relevância de uma sociologia situada capaz de transformar a experiência em conhecimento.por
dc.description.abstractThis research examines early widowhood as a biographical disruption that destabilises everyday life, identity and frameworks of continuity, requiring a complex process of self-reconstruction. Drawing on a mixed methodological design - a survey of 265 respondents and biographical interviews with 13 women - the study analyses both the social representations of widows and the lived experiences starting from the moment of the diagnosis or, in cases of sudden death, from the unexpected rupture, up until the reconfiguration processes of the self. The analysis integrates three interdependent dimensions: the relational, the narrative, and the performative. Data show that the identity of widow does not replace the previous conjugal identity; rather, it is reconfigured through overlapping, recombining roles, meanings and forms of belonging. Relationally, family ties and support networks are reorganised, giving rise to both unexpected alliances and subtle forms of withdrawal. Narratively, participants reinterpret their conjugal histories, integrating biographical discontinuity and reinscribing the lost bond into their present narratives. Performatively, objects such as the wedding ring or the surname, act as symbolic devices and material sites of negotiation, where continuity, disruption and future possibilities are simultaneously experienced. Identity reconstruction is strongly shaped by gendered inequalities, economic vulnerability, care overload and a misalignment between social protection systems and the life cycles of bereaved families. The persistence of crystallised social images - associating the widow with old age, passivity and prolonged mourning - reveals a stark mismatch between collective imaginaries and the lived experiences of these women. The study concludes that early widowhood constitutes a prolonged process of identity overlapping, in which loss is managed through the reconfiguration of the bond and not its extinction. Empirically, it renders visible a broadly invisible phenomenon; methodologically, it highlights the value of situated sociological inquiry capable of transforming lived experience into knowledge.por
dc.language.isoporpor
dc.rightsopenAccesspor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/por
dc.subjectViuvez fora do tempopor
dc.subjectRuptura biográficapor
dc.subjectRepresentações sociaispor
dc.subjectMorte -- Deathpor
dc.subjectConjugalidade -- Conjugalitypor
dc.subjectEarly widowhoodpor
dc.subjectBiographical disruptionpor
dc.subjectIdentity reconstructionpor
dc.titleTornar-se outra: Trajectórias de reconstrução identitária na viuvez fora do tempopor
dc.typedoctoralThesispor
dc.peerreviewedyespor
dc.identifier.tid10561962por
dc.subject.fosDomínio/Área Científica::Ciências Sociais::Sociologiapor
thesis.degree.nameDoutoramento em Sociologiapor
iscte.subject.odsSaúde de qualidadepor
thesis.degree.departmentDepartamento de Sociologiapor
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