Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10071/37175
Autoria: Giglio, Tainá
Orientação: Frois, Catarina
Data: 28-Nov-2025
Título próprio: Da terra ao tribunal: Antropologia forense, reparação e memória coletiva em contextos de violência em massa
Referência bibliográfica: Giglio, T. (2025). Da terra ao tribunal: Antropologia forense, reparação e memória coletiva em contextos de violência em massa [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/37175
Palavras-chave: Antropologia forense
Justiça de transição
Reparação simbólica
Memória coletiva -- Collective memory
Forensic anthropology
Transitional justice
Symbolic reparation
Resumo: Esta dissertação pretende analisar o papel da antropologia forense na produção de verdade e de justiça em contextos de violência política e conflitos armados. Partindo de uma perspetiva antropológica aplicada, o estudo examina de que modo as práticas de exumação, análise e identificação de restos mortais em valas comuns se transformam em instrumentos de reparação simbólica e reconstrução social. A investigação estrutura-se em torno de dois estudos de caso — o Patio 29, no Chile, e Srebrenica, na Bósnia-Herzegovina — onde a intervenção forense evidenciou o potencial e as tensões éticas, políticas e institucionais que atravessam esse campo. Através da análise de relatórios técnicos, documentos judiciais e entrevistas com peritos, familiares e sobreviventes, demonstra-se que o trabalho forense ultrapassa o domínio científico, atuando como mediador entre memória e prova, entre o silêncio e a visibilidade, entre a perda e o reconhecimento. Argumenta-se que a exumação converte o solo — outrora espaço de negação — num território de verdade, e o tribunal num espaço de validação pública da dor. Assim, a antropologia forense surge não apenas como disciplina técnico-científica, mas como prática social e moral que restitui identidades, reabre narrativas interrompidas e contribui para a reconstrução ética das sociedades pós-violência.
This dissertation aims to analyse the role of forensic anthropology in the production of truth and justice in contexts of political violence and armed conflict. From an applied anthropological perspective, it explores how the practices of exhumation, analysis, and identification of human remains in mass graves become instruments of symbolic reparation and social reconstruction. The research is structured around two case studies — Patio 29 in Chile and Srebrenica in Bosnia and Herzegovina — where forensic intervention revealed the potential and the ethical, political, and institutional tensions that shape this field. Drawing on technical reports, judicial documents, and interviews with experts, relatives, and survivors, the study argues that forensic work transcends the scientific domain, acting as a mediator between memory and evidence, between silence and visibility, between loss and recognition. Exhumation thus transforms the soil — once a space of denial — into a territory of truth, and the courtroom into a space of public validation of grief. Forensic anthropology emerges not only as a technical and scientific discipline but also as a social and moral practice that restores identities, reopens silenced narratives, and contributes to the ethical reconstruction of post-violence societies.
Designação do Departamento: Departamento de Antropologia
Designação do grau: Mestrado em Antropologia
Arbitragem científica: yes
Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:T&D-DM - Dissertações de mestrado

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