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  <title>Repositório Comunidade:</title>
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  <id>http://hdl.handle.net/10071/2096</id>
  <updated>2026-04-20T22:33:52Z</updated>
  <dc:date>2026-04-20T22:33:52Z</dc:date>
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    <title>A Amizade em Portugal: Como é? O que mudou? Relatório 2: Relatório final</title>
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      <name>Lima, Luisa</name>
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      <name>Camilo, Cristina</name>
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      <name>Rodrigues, David</name>
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      <name>Romão, Ângela</name>
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    <id>http://hdl.handle.net/10071/36940</id>
    <updated>2026-04-17T12:16:11Z</updated>
    <published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título próprio: A Amizade em Portugal: Como é? O que mudou? Relatório 2: Relatório final
Autoria: Lima, Luisa; Camilo, Cristina; Rodrigues, David; Romão, Ângela
Resumo: Damos muita importância às relações sociais que estabelecemos ao longo da vida. A investigação tem vindo a mostrar que temos boas razões para isso: quem tem relações positivas com os outros tem melhor saúde e quem está isolado socialmente tem maior probabilidade de morte prematura. Há 10 anos fizemos um estudo em que mostrámos que os relacionamentos presenciais tinham uma maior importância para a saúde do que os relacionamentos online. Passados 10 anos, quisemos saber como estão as amizades em Portugal e qual o impacto da pandemia de COVID-19 nessas relações. Por outro lado, quisemos explorar os benefícios que as amizades podem trazer para a nossa saúde: se é o número de amigos ou a qualidade das amizades que mais conta; e se os impactos das amizades são diferentes dos de outros relacionamentos – como os familiares ou os grupais.&#xD;
Para isso, realizámos um estudo online em que inquirimos 1000 pessoas entre os 18 e os 64 anos, numa amostra estratificada, de modo a corresponder às caraterísticas da população portuguesa desta faixa etária com acesso à internet. A amostra mostrou-se equilibrada em termos de género, apresentou uma média de idade de 41 anos e, em termos escolaridade, 26% tinham até ao 9.º ano e 36% níveis superiores ao 12.º ano. Na sua maioria, os participantes (91%) identificaram-se como heterossexuais, 55% estavam casados ou em união de facto, 35% eram solteiros, e apenas 13% dos participantes viviam sozinhos. Além disso, 49% dos participantes viviam em zonas urbanas e a grande maioria (78%) estava empregada.&#xD;
Os resultados mostram que os portugueses têm, em média, uma boa rede social: 12 amigos e 3 amigos íntimos, dos quais 2 muito próximos. Os nossos amigos mais próximos acompanham-nos desde há muito tempo: desde a infância, a escola ou a universidade. Apesar de mantermos amigos de há muito tempo, a nossa rede de amigos vai variando: no último ano 40% da nossa amostra fez um novo amigo e 27% perdeu um amigo. Os nossos amigos parecem-se connosco: são do mesmo país, da mesma etnia, com a mesma orientação sexual, da mesma idade e têm as mesmas opções religiosas que nós. Só é frequente termos amigos diferentes quanto à posição política, escolaridade e género. &#xD;
A maior parte dos portugueses mantém encontros regulares com os amigos. Encontra-se com amigos, em média, pelo menos uma vez por semana e falam com dois dos seus amigos mais próximos pelo menos de 15 em 15 dias. Nos encontros com os amigos os temas de conversa mais frequentes são a família, o trabalho, ou eventos e cultura. Há cerca de 18% da amostra que escolhe um amigo para falar quando tem um problema, mas nessa situação falam mais frequentemente com o companheiro/a (57%) ou com familiares (20%). &#xD;
Apesar de termos encontrado este padrão de um bom relacionamento social dos portugueses, há uma parte preocupante da nossa amostra que está sozinha. Há 5% de pessoas que diz que não tem amigos, 11% que não tem ninguém com quem falar sobre os seus problemas e 22% que frequentemente ou sempre se sente só.&#xD;
Também analisámos outros relacionamentos para além da amizade – o familiar e o de grupo. Vimos que os portugueses contactam, em média e de forma regular, com 6 pessoas de família e com 9 pessoas de grupos ou associações onde desenvolvem atividades. No geral, mostram-se satisfeitos com estes relacionamentos, com 35% das pessoas a afirmarem estar satisfeitas ou muito satisfeitas. No entanto, a satisfação é maior no caso das amizades, atingindo os 46%.&#xD;
Um segundo objetivo deste estudo era o de analisar as diferenças relativamente ao estudo de 2015. Vimos que as relações sociais dos portugueses sofreram alterações significativas, apesar da maioria da amostra não parecer ter consciência disso. Observámos uma clara redução do número de amigos e de amigos íntimos, o aumento da solidão e a diminuição da integração social. Estes efeitos foram mais marcantes entre as pessoas mais vulneráveis e os jovens. Colocamos a hipótese que estas diferenças reflitam mudanças importantes nas dinâmicas de convivência e apoio associadas ao COVID-19. &#xD;
Finalmente, queríamos testar a ligação dos relacionamentos à saúde. As nossas análises mostraram que a qualidade das relações de amizade é, sistematicamente, mais relevante para a saúde e o bem-estar dos portugueses do que a quantidade de amigos ou a frequência dos contatos sociais. Além disso, as relações de amizade destacam-se quando comparadas com outros tipos de relacionamento (familiar e de grupo). Em todas as análises de ligação à saúde, a qualidade das relações de amizade tem duas vezes mais impacto na saúde do que a qualidade das relações de familiares. Já as relações de grupo influenciam apenas a saúde física. &#xD;
Os nossos resultados mostram que os relacionamentos de qualidade e, em particular, as amizades, estão bem ligadas à saúde e ao bem-estar dos portugueses. Mas encontrámos diferenças relevantes em função das principais variáveis sociodemográficas consideradas, o que mostra que os relacionamentos não são apenas moldados por caraterísticas individuais, mas que os contextos sociais e as desigualdades sociais pesam na construção das amizades. &#xD;
O estatuto socioeconómico foi o aspeto que influenciou de forma mais sistemática os resultados. Os nossos dados ilustram como das desigualdades sociais impactam a vida privada e relacional dos portugueses. São as pessoas mais abastadas que têm mais amigos, mais convívio com amigos e maior satisfação com as amizades e com as relações familiares e de grupo. Este é também o grupo que menos alterou o seu padrão de relacionamento com amigos desde há 10 anos. Em oposição, os mais pobres têm menos amigos, menos convívio e sentem mais solidão. São também o grupo que, desde 2015, mais perdeu em termos de relacionamento, capital social, saúde e bem-estar.  &#xD;
Encontrámos algumas diferenças de género. Os homens, comparativamente com as mulheres, dizem ter mais amigos, mas menos amigos íntimos. Falam mais com os amigos de desporto e de política, enquanto elas falam mais sobre a família e sobre questões de saúde mental. Com a idade, os homens restringem à companheira a partilha de problemas, diminuindo esse tipo de interação com os amigos e familiares. As mulheres, à medida que ficam mais velhas, tornam-se mais independentes do seu companheiro para a partilha de problemas e aumentam essas partilhas com amigos e família. No geral, elas estão mais satisfeitas com as relações de amizade e com as relações familiares&#xD;
Encontramos algumas diferenças por grupo etário. As pessoas mais jovens, comparativamente com as mais velhas têm mais amigos próximos, convivem mais frequentemente com os amigos, falam mais com os amigos sobre saúde mental e eventos e estão mais satisfeitas com as suas amizades e com os grupos a que pertencem. Apesar disso, são as que se sentem sós com mais frequência e, comparativamente com 2015, foi neste grupo que se observou uma diminuição do convívio com amigos. Os nossos resultados contrariam assim o estereótipo de que os mais velhos são quem se sente mais só.</summary>
    <dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>‘Let’s talk about condoms’: Development and validation of the Expanded Condom Negotiation Scale (ECNS)</title>
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      <name>Hardeel, A. E. S.</name>
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      <name>Rodrigues, D. L.</name>
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    <id>http://hdl.handle.net/10071/36910</id>
    <updated>2026-04-15T14:36:40Z</updated>
    <published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título próprio: ‘Let’s talk about condoms’: Development and validation of the Expanded Condom Negotiation Scale (ECNS)
Autoria: Hardeel, A. E. S.; Rodrigues, D. L.
Resumo: Existing scales assessing condom negotiation either focus on condom promotion or condom avoidance strategies and fail to offer a more-integrated understanding of the process. To address this, we proposed the Expanded Condom Negotiation Scale (ECNS) by combining items from two existing measures – the Condom Negotiation Scale (CNS) and the Condom Use Resistance Perpetration Survey (CURPS). We then conducted a psychometric study (N = 383; Mage = 31.54, SD = 10.73) to examine its validity, reliability, and sensitivity. The ECNS showed good construct validity, with items loading onto four reliable and correlated factors: (1) direct condom avoidance strategies, (2) indirect condom avoidance strategies, (3) direct condom promotion strategies, and (4) indirect condom promotion strategies. The scale also showed convergent validity, such that condom use strategies were differently associated with condom use self-efficacy, embarrassment about condom use, being comfortable with condom use, and condomless sex frequency. Lastly, the scale showed sensitivity, with differences emerging for age, gender, education, and occupation. This study makes valuable contributions towards a more comprehensive assessment of condom negotiation strategies and provides insights into individual differences in the use of specific condom negotiation strategies.</summary>
    <dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>The development of social values in childhood and early adolescence: A systematic review</title>
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      <name>Murcia-Álvarez, E.</name>
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      <name>Tendais, I.</name>
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      <name>Ramos, A.</name>
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      <name>Rodrigues, R. B.</name>
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      <name>Costa, L. P. da.</name>
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      <name>Cavadas, M.</name>
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      <name>Marques, S.</name>
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      <name>Ramos, V.</name>
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      <name>Correia, I.</name>
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    <id>http://hdl.handle.net/10071/36901</id>
    <updated>2026-04-15T12:00:37Z</updated>
    <published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título próprio: The development of social values in childhood and early adolescence: A systematic review
Autoria: Murcia-Álvarez, E.; Tendais, I.; Ramos, A.; Rodrigues, R. B.; Costa, L. P. da.; Cavadas, M.; Marques, S.; Ramos, V.; Correia, I.
Resumo: Values are central to human social life. As conceptualised in Schwartz’s (1992) Theory of Basic Human Values, they are core to a person’s self-concept and drive individual actions towards both personal development and social transformation. Although, cross-cultural research with adults shows a consensus regarding value structure and priorities, research with young populations is still very recent. In this paper, we systematically review studies on the development of basic human values in childhood and early adolescence (5 to 14 years old) and synthesise evidence regarding the fit of children’s and adolescents’ values to the theoretical structure, the development of value hierarchy and importance from childhood to early adolescence. The review was conducted according to the PRISMA guidelines and a final set of 45 papers was included. The evidence provides extensive support for Schwartz’s theoretical model in childhood and early adolescence. A highly differentiated value structure was found in most studies from several countries, providing great support for the universal nature of values. Moreover, the identified patterns of value change support the motivational compatibilities and oppositions of the model and suggest that values become more stable with age.</summary>
    <dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Playgroups for inclusion: Impacts of a playgroups intervention on child development, caregiving and connectedness goals using an experimental design</title>
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    <author>
      <name>Barata, M. C.</name>
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      <name>Leitão, C.</name>
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      <name>Alexandre, J.</name>
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      <name>Russo, V.</name>
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      <name>Sousa, B. de.</name>
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    <id>http://hdl.handle.net/10071/36899</id>
    <updated>2026-04-15T11:44:11Z</updated>
    <published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título próprio: Playgroups for inclusion: Impacts of a playgroups intervention on child development, caregiving and connectedness goals using an experimental design
Autoria: Barata, M. C.; Leitão, C.; Alexandre, J.; Russo, V.; Sousa, B. de.
Resumo: Playgroups are gatherings for young children and their caregivers to engage in play-based and social activities. Evidence shows significant positive impacts for playgroup participants, including diverse families and families in socioeconomically disadvantaged circumstances. Still, weaknesses in the design of previous studies limit the validity of findings. This paper describes the impacts of a playgroups intervention between 2015–2017 targeting families with children up to 4 years old not participating in any of the available Early Childhood, Education and Care (ECEC) services in Portugal on standardized international measures of child development, home environment and caregiving practices, and socialization goals. Participants included 257 children (M age at pretest = 17.74 months, s.d. 11.51 months) and caregiver dyads in five districts. After a pretest assessment, all families were randomly assigned to one of two groups: an intervention group which included 10 months of playgroup intervention; and a control group who after the 10 month post-test assessment point, received 3 months of the playgroup intervention. Children in the intervention group scored significantly higher on average on a measure of developing ability to reason through manual and visuospatial problems. Caregivers in the intervention group were, on average, more likely to endorse their children's ability to maintain positive and harmonious relationships with others. Subgroup benefits on caregiver involvement were found for employed caregivers, and receptive and expressive language for diverse ethnic children. These results are aligned with intervention foci on the promotion of learning though play and positive relationships.</summary>
    <dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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